Para que uma pessoa seja portadora de uma postura eficiente, ela precisa ser mecanicamente funcional combinada a um baixo gasto energético, ou seja, ser capaz de caminhar e manter-se em sobre condição estática sem demandar um grande esforço, sem dores e incômodos. Segundo as estatísticas, um indivíduo considerado não praticante de atividade física regular, caminha em média 2 quilômetros ao dia, portanto, permanece em pé durante uma quantidade de tempo relevante, capaz de identificar se possui lesões decorrentes de disfunções posturais ascendentes.

“Para entender do que se trata uma disfunção postural ascendente, primeiro é fundamental conhecer que existem dois trajetos principais de transmissão mecânica”, observa o fisioterapeuta, professor universitário nas disciplinas de Cinesiologia, Biomecânica, Anatomia, Fisioterapia Desportiva e Fisioterapia Traumato-ortopédica, e proprietário da Pisada Ideal, Dr. José Lourenço Kutzke.

“A primeira transmissão pode iniciar-se nas estruturas anatômicas superiores (pelve e coluna) deslocando para os membros inferiores (quadril, joelho, panturrilha, tornozelo e pés), ou transmissão mecânica inversa que têm início nos pés e que se perpetuam para o quadril, pelve, e coluna, podendo ir até a cabeça e a articulação temporomandibular (dor e comprometimento dos movimentos da articulação da mandíbula e dos músculos ao redor da região)”, explica Dr. José Lourenço.

 

Exames para diagnóstico

O diagnóstico geralmente se dá através de dois exames que avaliam o paciente e sua pisada, com o propósito preventivo ou para tratamento: Baropodometria Computadorizada e Estabilometria. “O exame de Baropodometria consiste em um método quantitativo de avaliação da pisada com base em identificadores pressóricos localizados em uma plataforma em que o paciente pisa. Já a Estabilometria, consiste na avaliação do centro de oscilação pressórica. Trata-se do comportamento do centro de gravidade dos membros inferiores e tronco relacionado ao equilíbrio estático e dinâmico”, explica o fisioterapeuta Mestre em Engenharia Biomédica. 

 

Palmilhas como tratamento

Após a realização de exames, o profissional aplica um questionário de histórico bem como avaliação postural e testes fisioterapêuticos. “A partir de então é dado início a terapêutica das Palmilhas de Podoposturologia. A Podoposturologia é caracterizada como uma ferramenta de correção postural, por meio do uso de palmilhas que têm como princípio estimular ou reprogramar determinados grupamentos de músculos e fáscias que integram a estrutura corporal humana”, afirma Dr. José Lourenço.

Dr. José Lourenço Kutzke ressalta que a terapia por meio das Palmilhas de Podoposturolgia apresenta maiores resultados em casos de pacientes detentores de dores que têm início nos pés e perpetuam até a cabeça e mandíbula. “Isso porque as palmilhas são confeccionadas de maneira individualizada e personalizada, e em seu interior são inseridos calços anatômicos que após serem termomoldados no do paciente, ganham o desenho da estrutura plantar e irão progressivamente proporcionar esta evolução tanto nos sintomas, como também na postura.”

Sendo assim, ao pensar em comprar um calçado ou mesmo uma palmilha comum para tratar doenças como artroses, fascites plantares, joanetes, esporões, hérnias de disco entre outras inúmeras lesões, pense que seu corpo é único, bem como seu tratamento precisa ser exclusivo e personalizado.

 

Por Revista Corpore