Fascite plantar se caracteriza por dor no calcanhar principalmente nos primeiros passos do dia ou ao andar após longos períodos sentado em repouso. A dorsiflexão do tornozelo com amplitude limitada de movimento e o ganho de peso são fatores predisponentes para seu surgimento. É grande a incidência de fascite plantar em corredores devido ao micro trauma repetitivo associado a pronação excessiva do durante a corrida. Também é grande a incidência em pessoas não atletas devido a utilização de calçados não apropriados durante suas atividades no trabalho.

O prognostico é favorável para fascite plantar. Estudos de longo prazo com pacientes atendidos em ambulatórios de ortopedia apresentaram 80% de resolução dos sintomas dentro de um período de 12 meses. O tratamento deve ser conservador na maioria dos casos com uso de anti-inflamatório e fisioterapia para melhora da função através de alongamento e bandagens.

Há forte evidência que palmilhas que reduzam a tensão da fáscia plantar através da diminuição da queda do arco longitudinal medial e que corrijam a pronação excessiva podem gerar melhora da dor e da função.

A melhor forma de avaliar a alteração mecânica da pisada é a Baropodometria. Resumidamente a Baropodometria é um exame feito com uma plataforma com sensores de pressão e um programa no computador que identifica os picos de pressão dos pés durante a pisada, gerando dados que possibilitam identificar diversas alterações. Através desses dados, o fisioterapeuta tem condições de fazer uma indicação precisa do tipo de palmilha para melhorar o conforto e performance, diminuir a dor e evitar recidivas.

Fonte: http://www.institutorv.com.br/baropodometria/fascite-plantar/