Quase metade dos diabéticos sofre de uma condição médica chamada de neuropatia (danos no nervos), decorrentes das altas taxas de açúcar no sangue. Apesar de poder afetar todo o corpo, como mãos e pele, estes danos costumam aparecer com maior frequência nos membros inferiores. E é justamente aí que mora o perigo, pois pés e pernas são algumas das partes mais susceptíveis a machucar em uma pessoa, acrescente a isto o fato de que a neuropatia diminui a sensibilidade nas regiões afetadas e desta forma, pessoas com neuropatias nos membros inferiores podem facilmente se machucar e não sentir nada. Além disso, as pessoas portadores de diabetes geralmente têm problemas de cicatrização. Um pequeno machucado nos pés, não detectado, pode se transformar, em pouco tempo, em uma ferida de difícil cicatrização.

Não são raros os casos de amputações decorrentes desta triste associação entre diabetes e neuropatia. De fato, o diabetes é a principal causa de amputações no mundo inteiro, respondendo por 50% destes procedimentos cirúrgicos. Estima-se que diabéticos têm quinze vezes mais chances de terem um membro amputado do que o restante da população.

O pé diabético pode evoluir com alterações biomecânicas (tornozelo e pé) e na marcha, sendo necessário uma avaliação fisioterapêutica para detectar essas alterações e a necessidade de confecção de palmilhas posturais.

As palmilhas são dispositivos que permitem melhor distribuição da carga plantar aliviando os pontos de pressão no pé do diabético e de acordo com a Associação Americana de Diabetes, as palmilhas estão indicadas na presença de neuropatia independente do grau de acometimento.

A palmilha postural deve ser de material antisséptico, lisa e ligeiramente mais grossa que as normais. Caso o paciente já tenha lesão no pé, deve-se realizar um recorte na palmilha para diminuir o contato sobre a região lesionada

Fonte:http://www.baigani.com.br/single-post/2016/06/21/Palmilhas-Posturais-para-Diab%C3%A9ticos