As palmilhas posturais e mecânicas são confeccionadas com elementos de EVA (etilvenilacetato) que funcionam como pontos de redistribuição, com estruturas de borracha diferenciadas no seu formato e densidade em determinadas áreas da superfície plantar - tudo planejado e definido pela avaliação baropodométrica e postural. Estes elementos fornecem informações inconscientes ao sistema nervoso e, como resposta, o corpo produz um reequilíbrio postural, corrigindo as assimetrias. “A avaliação cuidadosa permite constatar a eficácia imediata da correção das assimetrias posturais, principalmente na coluna”, reforça o Dr. Victor Marcassa.

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A personal trainer Elaine Petuia, de 29 anos, sentia dores na região do quadril, embora tivesse uma musculatura fortalecida e um bom preparo físico. “Sofri oito meses com dores no quadril e pescoço (trapézio), busquei várias terapias, mas só resolvi meu problema usando as palmilhas, até para correr”, acentua. Na primeira semana do tratamento, Elaine já percebeu alterações no seu alinhamento corporal. “Até minha mordida modificou, fazendo com que eu começasse um tratamento ortodôntico”, conta. Segundo ela, que já indicou o tratamento para alunos e atletas, no caso da corrida ou outra atividade física, as palmilhas absorvem o impacto, amenizam a carga corpórea e diminuem o desgaste nas articulações.

Fabricadas com tecnologia europeia, as palmilhas posturais e mecânicas absorvem o suor, os impactos sob os calcanhares, nas articulações dos membros inferiores e na coluna vertebral durante o caminhar. Por isso, são recomendadas para indivíduos com dor nos pés, tornozelos, pernas, joelhos, quadris e na coluna vertebral, sobrepeso e disfunções circulatórias nos membros inferiores (pé diabético, por exemplo).

Depois de sofrer uma queda de cavalo aos 24 anos, a massoterapeuta Clara Inreei Li, hoje com 37 anos, passou a ter dores constantes na lombar, próximo à região sacra (nádegas), onde ocorreu uma calcificação óssea após o acidente. “O cavalo sentou em cima do meu quadril, fiquei mais de seis meses sem poder andar, embora não tenha quebrado nada, mas com o passar dos anos as dores foram piorando, inclusive nos pés”, conta. Clara usou as palmilhas durante 45 dias e em março teve alta. “Estou quase 100% recuperada, as dores melhoraram muito e minha postura também. As palmilhas são um estímulo constante, como se você tivesse um fisioterapeuta permanente ao seu lado”, completa.
 A pedagoga Olga Camargo da Silva, de 70 anos, apresentava esporão de calcâneo nos dois pés e sentia dores horríveis. “Parecia que estava pisando num prego, tinha vontade de sentar e chorar. Sofri durante 10 anos e há três estou recuperada e feliz porque os benefícios das palmilhas mudaram minha vida”, desabafa.

Calosidades no pé também podem alterar a pisada, gerando dor na região lombar. Foi o caso do advogado Marcos Muller Cwiertnia, de 38 anos. “Acordava com dores na lombar e isso acontecia porque tinha a pisada errada devido a existência de calosidades no calcanhar. Depois de 45 dias usando as palmilhas, as dores desapareceram, estou mais disposto e bem-humorado”, destaca. Afinal, quem consegue manter o bom humor com aquela dor chata incomodando? Nada como um corpo sem dores para manter o sorriso no rosto e recuperar o alto astral.

Fonte: Revista Corpore

http://revistacorpore.com.br/materias/reabilitacao/podoposturologia/palmilhas-que-corrigem-tratam-e-tiram-as-dores