Problemas relacionados à postura têm crescido consideravelmente na vida das pessoas e a cada dia mais os consultórios ganham a visita de novos pacientes, que reclamam de dor ou desconforto articular ou muscular na região dos pés ou em outras como joelho, quadPodoposturologia: Tratamentoril, coluna, cabeça e etc.  

Conforme a Fisioterapeuta Cláudia Gouveia Perales, a técnica Podoposturologia, chegada ao Brasil há 20 anos tem auxiliado através do tratamento com palmilha confeccionada especialmente para o paciente nessas dores ou para corrigir alguma variação postural inadequada, que pode alterar a biomecânica da pessoa, o que leva o corpo à postura de compensação/adaptação.

Para dar inicio ao tratamento é feita uma coleta da história do paciente e uma palpação dos pés, seguida de uma avaliação minuciosa da postura. A fisioterapeuta explica que na avaliação investiga variações posturais inadequadas, compensações articulares e locais de dor ou desconforto.

“É verificado se existe a presença de uma perna aparentemente mais curta (real ou adaptada), e dá inicio ao teste com os elementos podais para chegar a melhor combinação deles, que irá corrigir ou amenizar as alterações encontradas no paciente, melhorando assim o equilíbrio, força muscular e a dor”.

A confecção da palmilha é realizada após a conclusão do teste dos elementos podais e é artesanalmente montada, sendo recortada, lixada para dar acabamento e colada todas as peças em uma placa base de resina, que é coberta com EVA ou material sintético (courvin).  A escolha do modelo da palmilha depende do tipo do calçado que o paciente utiliza ou da alteração postural encontrada na avaliação. Neste caso é a palmilha moldada, chamada palmilha conforto. E após aquecer na prensa térmica, finaliza a confecção da palmilha moldando no pé do paciente.

“O tratamento dura em média dois anos, sendo necessárias reavaliações a cada três meses ou conforme a necessidade do paciente. O uso da palmilha pode ser apenas durante o tratamento ou pode continuar após a alta do paciente se necessário, dependendo de cada caso” enfatiza Cláudia.

Ana Paula Corrêa

Assessoria de Comunicação